sábado, 2 de maio de 2009

“Sempre fui e sempre serei desorganizado”

Ao contrário do que algumas pessoas pensam, desorganização, dificuldade em definir prioridades e uso inadequado do tempo disponível, não são características genéticas que passaram de pais para filhos, mas fruto de influências externas, consideradas por nós como referências na tomada de decisões.

Em algum momento, no entanto, essas pessoas podem ter simplesmente desistido de melhorar, por acreditar que ser disciplinado em relação ao uso do tempo, baseado em suas referências, era simplesmente impossível. A boa notícia, entretanto, é que assim como os maus hábitos foram adquiridos, eles podem ser "desaprendidos" e substituídos por hábitos que podem fazer a diferença.

Atitude que conduz à mudança só é despertada por um profundo desejo de mudar e pela percepção, clara e inequívoca, de que a ela é necessária e possível. Alguém comentou comigo uma vez que: "(...) há sempre muitas iniciativas, mas realmente, pouquíssimas terminativas". Para mudar é preciso vontade, persistência e determinação para ir até onde se propôs ir.

Vale lembrar ainda que, mudanças radicais, apesar de serem possíveis, por vezes são dolorosas e podem parecer desafiadoras demais, levando à desistência, quando não se consegue perceber resultados no curto prazo. A alternativa é uma mudança gradativa, formada de pequenas vitórias nas tarefas e atividades do dia a dia, que aumentam a confiança e o sentimento de progresso. Stephen Covey, autor dos "7 hábitos para pessoas altamente eficazes", ressalta que não somos fruto de nossa genética, mas de nossas escolhas; e nessas escolhas, certas ou erradas, somos soberanos. Portanto, ser ou não desorganizado, usar bem ou mal seu tempo, é sempre uma questão de escolha. Pense nisso!

Na prática: experimente estabelecer um objetivo para a próxima semana. Algo que você queira mudar, mas ainda não teve sucesso. Não escolha nada muito difícil, mas um pequeno aspecto de sua vida que você tem certeza de que, esforçando-se, conseguirá vencer. Coloque como meta, realizar essa mudança durante 30 dias. Se um mês parecer muito, tente apenas uma semana.

Se você tem dificuldade em chegar na hora no serviço, por exemplo, tente acordar 20 minutos mais cedo na próxima semana, e monitore os resultados. Registre num pedaço de papel quantos dias você conseguiu cumprir o acordado, e ao término da semana, tente lembrar-se das razões pelas quais você falhou e o que pode fazer parar que não falhe na próxima semana. Lembre-se também de se dar o crédito pelo seu esforço e mantenha o foco no sucesso alcançado naquela semana. Quando estiver dominando esse objetivo, estabeleça outro um pouco mais desafiador. Não pare mais esse processo, e jamais desista.

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“I've always been and always will be a messy person”

Despite of some people might think, being messy, having trouble setting priorities and unwise use of time available are not part of our genetic make-up passed throughout generations, but the result of external influences, many times considered by us as reference point in decision-making processes.

At some point of their lives, however, these people could have given up improving their ways, most of all because of the false belief that being disciplined regarding the good use of time, based upon what they have seen, was simply impossible. The good news is that the same way bad habits were acquired, they can be “unlearned” and replaced by better habits that can make a real difference.

Attitude leading towards change can only be acquired by a deep desire of change e by knowing in a clear and unambiguous way, that change is required and possible. Someone once told me that “(...) there are always many initiatives, but only a few finishatives” (something might have been lost translating this into english, sorry about that, but I hope you get the idea, sounds weird in portuguese too ;). To change that desire, persistence and determination are needed to go as far as one had decided to go.

It is good to keep in mind that radical changes, although possible, many times are painful and may seem too challenging, leading to a strong urge to quit when it is hard to notice short term results. The alternative is changing slowly, step by step, achieving small victories on a daily basis. This will increase self-esteem and the sense of progress. Stephen Covey, author of “7 habits of highly effective people” tells us that we are not the product of our genetic make-up but of our choices; and by deciding about these choices, right or wrong, we are totally accountable. So, to be or not to be a messy person, use your time well or not, is always a matter of choice. Think about it!

Practical suggestion: try to establish a goal for next week. Something you want to change, but still haven't been successful doing it. Do not choose something very difficult, but a small aspect of your daily life that you know you can do it if you set your mind into it. Set it as a goal to do that for 30 days. If a month seems too much, do it for a week.

For instance, if you have trouble getting to work on time, try waking up 20 minutes early next week and check the results. Record in a piece of paper how many days you succeeded fulfilling the agreement and, at the end of week, try to remember the reasons why you have failed doing it and what you could do to keep you from failing again next week. Remember also to give yourself credit for your efforts and focus on the success achieved last week. When you have mastered this goal, set another one, a little more challenging. Don't stop this process (ever) and never quit.